Inscrições BTT Alto Alentejo - Portalegre

Formulário Inscrição BTT Alto Alentejo - Portalegre 2017

O formulário para inscrição para a 1.ª prova do Circuito de Btt do Alto Alentejo já está disponível.

Plataforma Alto Alentejo XXI

Realizou-se, no dia 26 de janeiro, o debate "Mobilidade e Transportes – Caminhos para o Desenvolvimento Regional", inserido na Plataforma Alto Alentejo XXI. O debate teve lugar no Auditório Dr. Francisco Tomatas, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Portalegre.

O Presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), Joaquim Mourato, abriu o debate com o desejo de que o projeto não termine nos debates, servindo estes de matéria-prima para pensar o futuro da região.

O Presidente do Conselho Executivo da CIMAA, Armando Varela, reforçou a ideia de que "não vale a pena lamentar a situação do Alto Alentejo, é preciso arregaçar as mangas e definir o que queremos para o futuro a região". O Presidente do Conselho Executivo da CIMAA pediu, ainda, a colaboração de todos para completar o documento de análise crítica ao Plano Estratégico de Transportes, elaborado pela CIMAA e pelo IPP. Terminando por deixar um desafio à audiência: "apesar das dificuldades, não vamos baixar os braços".

Depois de visualizado um pequeno vídeo sobre as acessibilidades rodoviárias do distrito de Portalegre, João Nuno Cardoso, do IPP, um dos autores da análise crítica ao Plano Estratégico de Transportes, selecionou a conclusão do IC13 como uma medida fundamental para a melhoria das acessibilidades rodoviárias na região. Ana Paula Tavares, da empresa Estradas de Portugal, foi da mesma opinião, dado que o IC13 vai aproximar substancialmente a região do litoral do país e de Madrid.

Francisco Mendes Godinho, representante da Estradas de Portugal, disse que, apesar do distrito de Portalegre ser o único do país sem ligação por autoestrada, este facto não compromete o progresso da região. Francisco Godinho defendeu que é mais vantajoso para a região requalificar as vias existentes do que transformar o IC13 numa autoestrada, medida que, longe de ser benéfica, aumentaria os custos de deslocação para os empresários da região.

No espaço consagrado à intervenção do público, Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, declarou que, uma vez que Portalegre vai continuar sem ligação por autoestrada, o montante investido noutros distritos nesse campo devia ser aplicado para o desenvolvimento da região. Nuno Mocinha referiu ainda a importância da plataforma logística de Elvas para a região e a necessidade de melhorar as suas vias de acesso.

O Presidente da Câmara Municipal de Gavião, Jorge Martins, declarou que o facto dos investimentos rodoviários terem contornado a região se deve à incapacidade de influenciar as decisões do governo central e à dificuldade para gerar investimento no distrito. Jorge Martins questionou, ainda, se é possível ter esperança quando o Plano Estratégico dos Transportes veio trazer ainda mais entraves ao desenvolvimento da região. Armando Varela respondeu que a região tem de ter capacidade de e fazer ouvir e "se o Governo central não define estratégias para a região, temos de ser nós a definir essas estratégias".

Francisco Mendes Godinho, da Estradas de Portugal, disse que os privados se devem associar para elaborar um documento que aponte as principais dificuldades com que se deparam a nível das acessibilidades, ao que João Nuno Cardoso respondeu que, durante a elaboração da análise crítica ao PET (Plano Estratégico dos Transportes), já fizeram essa pesquisa junto das empresas da região.

O Presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, referiu que "aqui na região há sempre muitos entraves ao investimento", sendo difícil conseguir que o Governo Central aposte na região. Miguel Rasquinho declarou que, embora a ligação a Espanha seja importante, as vias de ligação no país são muito mais, não se compreendendo, por exemplo, que para ir até Lisboa se tenha de passar pelo meio de Estremoz, o que alonga muito mais o tempo de viagem.

Luís Moreira Testa, Presidente da Assembleia Intermunicipal da CIMAA, referiu que a falta de acessibilidades é uma das causas do fraco desenvolvimento da região, acrescentando que "não basta fixar população, é necessário atrair mais investimento".

A segunda parte do debate foi dedicada às acessibilidades e transportes ferroviários e aeronáuticos. À semelhança do que acontecera na abertura da primeira parte, foi exibido um vídeo da autoria do jornalista Hugo Alcântara, sobre a ferrovia no Alto Alentejo e outro sobre o aeródromo de Ponto de Sor.

Manuel Tão, investigador da Universidade do Algarve, apresentou propostas para melhorar a rede ferroviária nacional, propostas que pressupõem poucas alterações, a maioria no Alto Alentejo, e que fariam com que a rede ferroviária cobrisse todo o território acional, tornando-se mais útil. O investigador deu o exemplo da Cidade Real, em Espanha, que com a alta velocidade passou a atrair população de Madrid, que graças ao comboio e à política de preços implementada conseguia fazer os 200 kms até à capital espanhola em menos de uma hora – caso que ilustra a importância de ter boas ligações ferroviárias para o fixar população e desenvolver uma região. Manuel Tão disse mesmo que "era necessário pouco investimento para trazer os benefícios da Alta Velocidade para o distrito de Portalegre – um comboio pode diminuir a distância temporal entre Portalegre e Lisboa como nenhum outro meio de transporte consegue".

O investigador acrescentou ainda que o futuro pode trazer mais taxas para o transporte de mercadorias por estrada, assim como um aumento insuportável do preço dos produtos petrolíferos, "daí a importância de ter uma rede ferroviária que sirva todo o país e que nos torne menos vulneráveis a flutuações de preços".

Pedro Carvalho, representante da empresa NabeiroTrans, concordou que o transporte ferroviário é mais económico, sendo o seu custo cerca de um terço inferior ao transporte rodoviário. Pedro Carvalho revelou que a Delta move 6 a 8 contentores por dia, sendo necessário ir busca-los a Elvas com camiões, uma vez que a linha ferroviária não chega a Campo Maior.

A questão do transporte aéreo encerrou o debate, com o Comandante Francisco Martinho Martins, da Empresa Meios Aéreos, a defender que o aeródromo de Ponte de Sor tem excelentes condições e uma localização verdadeiramente central no país. O comandante propôs melhoramentos técnicos e a criação de centros de formação aeronáutica, manutenção de aeronaves e mesmo uma universidade de aeronáutica.

Para terminar, o presidente da Câmara Municipal do Crato, João Teresa Ribeiro disse ser essencial selecionar os projetos considerados essenciais para a região e lutar por eles junto do Governo Central, não esquecendo que, na questão da mobilidade e transportes "estamos a falar das veias mas precisamos também do sangue".

O próximo debate realiza-se a 23 de fevereiro e o tema vai ser a "Saúde, Apoio Social, Segurança e Proteção Civil" (local a anunciar). Realizou-se, no dia 26 de janeiro, o debate "Mobilidade e Transportes – Caminhos para o Desenvolvimento Regional", inserido na Plataforma Alto Alentejo XXI. O debate teve lugar no Auditório Dr. Francisco Tomatas, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Portalegre.

O Presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), Joaquim Mourato, abriu o debate com o desejo de que o projeto não termine nos debates, servindo estes de matéria-prima para pensar o futuro da região.

O Presidente do Conselho Executivo da CIMAA, Armando Varela, reforçou a ideia de que "não vale a pena lamentar a situação do Alto Alentejo, é preciso arregaçar as mangas e definir o que queremos para o futuro a região". O Presidente do Conselho Executivo da CIMAA pediu, ainda, a colaboração de todos para completar o documento de análise crítica ao Plano Estratégico de Transportes, elaborado pela CIMAA e pelo IPP. Terminando por deixar um desafio à audiência: "apesar das dificuldades, não vamos baixar os braços".

Depois de visualizado um pequeno vídeo sobre as acessibilidades rodoviárias do distrito de Portalegre, João Nuno Cardoso, do IPP, um dos autores da análise crítica ao Plano Estratégico de Transportes, selecionou a conclusão do IC13 como uma medida fundamental para a melhoria das acessibilidades rodoviárias na região. Ana Paula Tavares, da empresa Estradas de Portugal, foi da mesma opinião, dado que o IC13 vai aproximar substancialmente a região do litoral do país e de Madrid.

Francisco Mendes Godinho, representante da Estradas de Portugal, disse que, apesar do distrito de Portalegre ser o único do país sem ligação por autoestrada, este facto não compromete o progresso da região. Francisco Godinho defendeu que é mais vantajoso para a região requalificar as vias existentes do que transformar o IC13 numa autoestrada, medida que, longe de ser benéfica, aumentaria os custos de deslocação para os empresários da região.

No espaço consagrado à intervenção do público, Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, declarou que, uma vez que Portalegre vai continuar sem ligação por autoestrada, o montante investido noutros distritos nesse campo devia ser aplicado para o desenvolvimento da região. Nuno Mocinha referiu ainda a importância da plataforma logística de Elvas para a região e a necessidade de melhorar as suas vias de acesso.

O Presidente da Câmara Municipal de Gavião, Jorge Martins, declarou que o facto dos investimentos rodoviários terem contornado a região se deve à incapacidade de influenciar as decisões do governo central e à dificuldade para gerar investimento no distrito. Jorge Martins questionou, ainda, se é possível ter esperança quando o Plano Estratégico dos Transportes veio trazer ainda mais entraves ao desenvolvimento da região. Armando Varela respondeu que a região tem de ter capacidade de e fazer ouvir e "se o Governo central não define estratégias para a região, temos de ser nós a definir essas estratégias".

Francisco Mendes Godinho, da Estradas de Portugal, disse que os privados se devem associar para elaborar um documento que aponte as principais dificuldades com que se deparam a nível das acessibilidades, ao que João Nuno Cardoso respondeu que, durante a elaboração da análise crítica ao PET (Plano Estratégico dos Transportes), já fizeram essa pesquisa junto das empresas da região.

O Presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, referiu que "aqui na região há sempre muitos entraves ao investimento", sendo difícil conseguir que o Governo Central aposte na região. Miguel Rasquinho declarou que, embora a ligação a Espanha seja importante, as vias de ligação no país são muito mais, não se compreendendo, por exemplo, que para ir até Lisboa se tenha de passar pelo meio de Estremoz, o que alonga muito mais o tempo de viagem.

Luís Moreira Testa, Presidente da Assembleia Intermunicipal da CIMAA, referiu que a falta de acessibilidades é uma das causas do fraco desenvolvimento da região, acrescentando que "não basta fixar população, é necessário atrair mais investimento".

A segunda parte do debate foi dedicada às acessibilidades e transportes ferroviários e aeronáuticos. À semelhança do que acontecera na abertura da primeira parte, foi exibido um vídeo da autoria do jornalista Hugo Alcântara, sobre a ferrovia no Alto Alentejo e outro sobre o aeródromo de Ponto de Sor.

Manuel Tão, investigador da Universidade do Algarve, apresentou propostas para melhorar a rede ferroviária nacional, propostas que pressupõem poucas alterações, a maioria no Alto Alentejo, e que fariam com que a rede ferroviária cobrisse todo o território acional, tornando-se mais útil. O investigador deu o exemplo da Cidade Real, em Espanha, que com a alta velocidade passou a atrair população de Madrid, que graças ao comboio e à política de preços implementada conseguia fazer os 200 kms até à capital espanhola em menos de uma hora – caso que ilustra a importância de ter boas ligações ferroviárias para o fixar população e desenvolver uma região. Manuel Tão disse mesmo que "era necessário pouco investimento para trazer os benefícios da Alta Velocidade para o distrito de Portalegre – um comboio pode diminuir a distância temporal entre Portalegre e Lisboa como nenhum outro meio de transporte consegue". O investigador acrescentou ainda que o futuro pode trazer mais taxas para o transporte de mercadorias por estrada, assim como um aumento insuportável do preço dos produtos petrolíferos, "daí a importância de ter uma rede ferroviária que sirva todo o país e que nos torne menos vulneráveis a flutuações de preços".

Pedro Carvalho, representante da empresa NabeiroTrans, concordou que o transporte ferroviário é mais económico, sendo o seu custo cerca de um terço inferior ao transporte rodoviário. Pedro Carvalho revelou que a Delta move 6 a 8 contentores por dia, sendo necessário ir busca-los a Elvas com camiões, uma vez que a linha ferroviária não chega a Campo Maior.

A questão do transporte aéreo encerrou o debate, com o Comandante Francisco Martinho Martins, da Empresa Meios Aéreos, a defender que o aeródromo de Ponte de Sor tem excelentes condições e uma localização verdadeiramente central no país. O comandante propôs melhoramentos técnicos e a criação de centros de formação aeronáutica, manutenção de aeronaves e mesmo uma universidade de aeronáutica.

Para terminar, o presidente da Câmara Municipal do Crato, João Teresa Ribeiro disse ser essencial selecionar os projetos considerados essenciais para a região e lutar por eles junto do Governo Central, não esquecendo que, na questão da mobilidade e transportes "estamos a falar das veias mas precisamos também do sangue".

O próximo debate realiza-se a 23 de fevereiro e o tema vai ser a "Saúde, Apoio Social, Segurança e Proteção Civil" (local a anunciar).

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