Plataforma Alto Alentejo XXI

O Debate "Redes de Abastecimento Público e de Águas Residuais, Resíduos Sólidos e Urbanos" decorreu no dia 20 de abril, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre.

No discurso de abertura, Joaquim Mourato, Presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, disse que a afluência aos debates da Plataforma Alto Alentejo XXI demonstra que a população acredita "nas potencialidades da região, nos seus recursos humanos, naturais e património", contando com o contributo de especialistas de outras regiões para, em conjunto, definir o que é melhor para o Alto Alentejo.

 

O Presidente do Conselho Executivo da CIMAA, Armando Varela, declarou que, desde o final do século passado que, no âmbito do abastecimento de água na região, muito tem sido feito mas que "muito falta ainda por fazer", sendo necessário "gerir melhor o setor".

José Pinto Rodrigues, gestor da Valnor, falou nos bons resultados que a empresa apresenta, revelando que as tarifas cobradas aos municípios estão previstas baixar em breve. José Pinto Rodrigues revelou que "apenas 5% do lixo recolhido pela Valnor vai para um aterro, o restante é vendido".

O Professor Mário Costa, do Instituto Superior Técnico, defendeu uma forte aposta na gasificação dos resíduos, devendo a combustão dos mesmos ser a última alternativa escolhida para reaproveitar o lixo. Mário Costa disse ainda que o "lixo é um excelente negócio" e até pequenas unidades industriais podem proceder à sua valorização.

O Presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão e parte do Conselho de Administração da Valnor, Joviano Martins, informou que a Valnor propicia cerca de 200 postos de trabalho direto e 50 indireto, revelando-se uma empresa de sucesso que, embora originalmente apenas contasse com municípios do Alto Alentejo, conseguiu atrair municípios do distrito de Santarém e de Castelo Branco.

Relativamente às Redes de Abastecimento Público e de Águas Residuais, Manuel Frexes, representante da Águas de Portugal, mostrou-se preocupado com a grande assimetria de tarifário entre o litoral e o interior do país. O representante propõe a fusão de todas as empresas do grupo em apenas quatro: Águas do Norte, Águas do Centro, Águas do Vale do Tejo e Águas do Algarve. Manuel Frexes propõe a verticalização do sistema (controlar todas as etapas de produção) para ganhar eficiência. Por fim, sugere que as empresas do grupo podem ser subconcedidas a privados, mantendo a definição de tarifas, critérios de qualidade e outras questões essenciais dependentes de aprovação por parte do setor público.

Artur Vidal, Diretor Geral da Aqualia, apresentou a sua empresa, uma multinacional que gere a Rede de Abastecimento Público e de Águas Residuais nos concelhos de Elvas e Campo Maior, explicando que a Aqualia fez um cadastro de rede integrado no Sistema de informação Geográfica, utiliza a telegestão, organizou um plano de redução de fugas, implementou o sistema de faturação e análise, melhorou o sistema de bombagens, procedeu à setorização das válvulas e substituiu contadores.

O Vice-presidente de Elvas, Nuno Mocinha, declarou não se sentir "muito confortável" com as novas propostas da Águas de Portugal, considerando necessário refletir se "queremos um sistema maior, que aglomere os já existentes, ou pelo contrário, se devemos apostar em sistemas de menor dimensão". Nuno Mocinha defendeu uma maior autonomia dos municípios para decidir sobre a questão das águas.

Para terminar, o Presidente do Conselho Executivo da CIMAA garantiu que a Comunidade Intermunicipal só apoiará o novo sistema proposto pela Águas de Portugal, se este se traduzir num tarifário menor.

O debate realizou-se no âmbito da Plataforma Alto Alentejo XXI, seguindo-se o tema Turismo, no dia 10 de maio, em Ponte de Sor.

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