Indicadores Sociais

A taxa de natalidade cai a um ritmo inferior ao que ocorreu durante a década no Continente, enquanto o Indicador de Envelhecimento, que aumentou 24,5% no Continente, teve uma evolução mais contida no Alto Alentejo (+5,4%). Entretanto, o índice de dependência de jovens tem uma redução muito acentuada (+29,5%), bastante acima da Região Alentejo que melhorou ligeiramente entre 2001 e 2011.

As variações constantes da tabela seguinte são elucidativas da evolução regressiva nos escalões mais jovens (0-14 anos e 15-24 anos), evolução que verdadeiramente questiona a robustez do stock demográfico, deixando a claro a necessidade de intervir sobre a atração de novos residentes.

Com efeito, a regressão prolongada da demografia regional, num contexto de duplo envelhecimento que limita as condições de regeneração endógena, transfere para a atração de novos residentes, o restabelecimento do potencial demográfico do Alentejo, indispensável à criação de dinâmicas empreendedoras e à atratividade de investimento.

Variação da População Residente, por escalões etários (2001‐2011)

  0‐14 15‐24 25‐64 65
Continente -4,7 -22,9 5 19
Alentejo -3,6 -26,6 0,5 5,5
Alto Alentejo ‐10,7 ‐25,9 ‐3,3 ‐2,0
Alter do Chão ‐19,2 ‐24,2 ‐4,1 ‐8,6
Arronches -15,3 -23,1 -6,3 2
Avis -20,6 -15,3 -12,8 -5,7
Campo Maior 2,1 -21,3 4,6 5,7
Castelo de Vide ‐32,7 ‐24,6 ‐9,3 ‐2,6
Crato -19,5 -39,5 -11,3 -10,5
Elvas  -4,9 -16,7 2,2 3,6
Fronteira -8,9 -28,9 -3,8 -7,9
Gavião -19,6 -31,4 -14,5 -11,9
Marvão -24,5 -29,5 -7,7 -10,9
Monforte 12,7 -25,5 -1 0,7
Nisa -15,8 -35,8 -11,6 -8,5
Ponte Sor -17,8 -23,6 -4,1 -1,4
Portalegre -7 -32,7 0,6 4,9
Sousel -12,8 -32,4 -11,1 -5,6

Fonte: INE, Recenseamentos da População e Habitação.

A população ativa tem vindo a reduzir-se, sendo a taxa de empregabilidade de apenas 25,09%, correspondendo a 29.722 ativos empregados numa população residente de 118.448 indivíduos.

Este cenário evidencia uma pressão muito forte sobre o emprego no Alto Alentejo, só possível de contrariar com investimentos de valorização da produção tradicional, na atração de investimento externo na áreas e clusters emergentes e no desenvolvimento de ações voluntaristas de especialização e competitividade em áreas onde existe mais forte

junho 2017
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